segunda-feira, 9 de junho de 2014

Centro Padre Pedro realiza curso de SSMA em Janduís.

 
Agricultores e Agricultoras já preparados para receber as tecnologias sociais da ASA.
 
Dando continuidade nas atividades do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), nos dias 04 a 06 de Junho o Centro Padre Pedro Neefs realizou na cidade de Janduís, o curso de SSMA (Sistema Simplificado de Manejo de água para produção de alimentos. Atendendo aproximadamente 70 famílias das comunidades rurais do município.
 
A capacitação abordou temas como Soberania alimentar e nutricional, agroecologia e agricultura familiar, buscando mostrar a importância dos processos de captação e manejo da água da chuva, para que as famílias potencializem seu uso na criação de pequenos animais e produção de alimentos.
 
Durante os três dias os participantes aprenderam e também ensinaram sobre horticultura, ovino e bovinocultura, como também sobre a criação de galinhas. À partir desse debate eles perceberam como podem aproveitar seus próprios quintais para a produção de alimentos possibilitando a soberania e segurança alimentar e nutricional de suas famílias, como também a geração de trabalho e renda, por meio do cultivo e comercialização desses produtos.
 
A capacitação constituiu-se de teoria e prática. A parte teórica aconteceu na Câmara de Vereadores de Janduís, já a parte teórica foi na Comunidade de Livramento, na residência de Dona Júlia Alves Fernandes de Arruda.











ASA Potiguar se mobiliza para propor tema central do IX EnconASA.

O Rio Grande do Norte recebe o encontro nacional da ASA próximo ano, em
Mossoró.
A Articulação no Semiárido Potiguar se reuniu na terça e quarta-feira esta semana (03 e 04), em Mossoró, para discutir e propor o eixo temático que servirá de mote para as atividades do Encontro Nacional da ASA, evento que ocorre a cada dois anos, e que terá sua próxima edição em 2015, na mesma cidade. A oficina contou com representantes da Coordenação Executiva da ASA nacional, coordenação da ASA Potiguar e representantes das instituições que compõe a rede, além do professor da UFERSA Joaquim Pinheiro e a militante do MST Lourdes Vicente.
Após a mística de abertura, Lourdes iniciou a atividade relatando sua experiência com a militância do MST no Ceará e sobre a situação latifundiária no semiárido e a perspectiva dos movimentos sociais nesse embate. Em seguida o Prof. Dr. Joaquim Pinheiro, da UFERSA, resgatou a história da agricultura até o modelo do agronegócio e seus impactos na sociedade e a pressão na agricultura familiar.
Após colocações e discussão baseada nas falas, o momento da tarde foi reservado para uma atividade de grupos, que discutiram internamente e chegaram a temas geradores que foram posteriormente apresentados ao coletivo. A partir dessa metodologia o grupo estabeleceu os temas estruturantes para a criação da identidade que o RN deseja imbuir ao EnconASA.
A manhã seguinte foi dedicada à elaboração final do tema central e eleição de 8 subtemas a partir dos trabalhos realizados no dia anterior. O encaminhamento é que o IX EnconASA tenha como eixo temático ASA 15 anos: Vozes e povos resistindo e transformando o semiárido em defesa e afirmação dos direitos da agricultura familiar de base agroecológica, que será apresentado como proposta do estado para ser discutido na reunião da Coordenação Executiva da ASA nacional.
 
Por Caio Xavier

terça-feira, 3 de junho de 2014

Dona Maria José e sua Cisterna Enxurrada.

Dona Maria José e sua família ao lado da sua Cisterna Enxurrada
A equipe do Centro Padre Pedro Neefs continua trabalhando ativamente no Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), ao todo já foram entregues só em Janduís 39 tecnologias sociais, entre elas cisterna calçadão e enxurrada. Ao todo mais de 100 famílias do município serão contempladas com a segunda água.
 
Melhorar e aumentar a produção são os objetivos principais do programa, que vem mudando a paisagem do semiárido, bem como melhorando a vida dos agricultores e agricultoras de muitos locais de Brasil afora.
 
Uma das famílias contempladas com as tecnologias sociais da ASA (Articulação Semiárido Brasileiro) é a de Dona Maria José Gomes. Ela é casada com Seu João e tem três filhos. Toda a família vive exclusivamente da Agricultura. Eles foram contemplados com uma cisterna enxurrada, dessa forma poderão ter água para produção de alimentos e para os animais.
 
“Nossa vida vai ficar cada vez melhor. Sempre que eu olho para meu quintal e vejo essa riqueza que é essa cisterna meu coração bate de alegria” comentou com um grande sorriso no rosto Dona Maria José.
 
 

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Encontro de Comunicadores Populares da ASA Potiguar.

Adriano Oliveira Comunicador Popular do Centro Padre Pedro
Junto aos demais comunicadores da ASA Potiguar.
Aconteceu esta semana em Natal o encontro para Planejamento da Rede de Comunicadores da ASA Potiguar. Realizado no SINAI - Sindicato dos Servidores da Administração Indireta do RN, o encontro reuniu por dois dias comunicadores populares, Coordenação Executiva (CE) e assessoria pedagógica da ASA Potiguar, além de coordenadores da ASACOM e de um representante da Rede de Comunicadores do Semiárido mineiro.

A recente contratação da maioria dos comunicadores populares das UGT's potiguares para o P1+2 (Programa Uma Terra e Duas Águas) foi o que motivou o planejamento, que teve como principal objetivo favorecer a construção de uma compreensão sobre a comunicação como estratégia política de intervenção da ASA Potiguar para convivência com o Semiárido.
Ainda dentro das estratégias de nivelamento das informações, foi construída por todo(a)s uma linha do tempo, desde a década de 80 até os dias atuais e assim se pode acompanhar toda a trajetória histórica tanto da ASA Potiguar quanto da ASA Brasil e ver como se deu a sua prática de comunicação, o que trouxe ao grupo inúmeros referenciais históricos. 

Como o Rio Grande do Norte receberá em 2015 o IX Encontro Nacional da ASA – EnconASA, um dos pontos altos do encontro foi a troca de experiências com a comunicadora popular Helen Santa Rosa da ASA Minas, visto Minas Gerais ter acolhido em 2012 o VIII EnconASA. Esse foi um momento muito rico, que mostrou inúmeras estratégias de comunicação para a quebra do esteriótipo da miséria, da pobreza, do feio, do quanto é ruim viver na região, uma ideia que precisa ser desconstruída por todo(a)s que fazem a comunicação na ASA.

Com o grupo dividido por território, foi chegado o momento de se pensar as fortalezas, oportunidades, fraquezas e ameaças relacionadas à comunicação, o que propiciou um rico debate e deu os elementos para o planejamento das ações da comunicação, definindo as estratégias e prioridades para fazê-la dialogar com o sonho de um semiárido diferente.

Via Neide Nascimento




quarta-feira, 28 de maio de 2014

ESPERANÇAS E SONHOS RENOVADOS COM AS TECNOLOGIAS DA ASA

Família contemplada com uma Cisterna Calçadão na
Comunidade de Arrimo em Janduís/RN
A seca e a estiagem durante anos castigaram o povo do sertão. Muitas famílias tiveram que abandonar suas propriedades em busca de uma melhor qualidade de vida nas grandes cidades. Deixando para trás seus sonhos, desejos e principalmente seu pedaço de chão.
A seca, principalmente do Nordeste foi, ao longo dos anos, um dos problemas sociais mais discutidos e debatidos pelos mais diversos meios responsáveis para resolver esse tipo de problema. Nordestinos como Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, José Lins do Rego, entre outros, usaram da literatura para denunciar e mostrar ao mundo essa problemática que já existia bem antes mesmo do Império.
Diante dessa problemática e buscando formas de convivência com o Semiárido que a ASA (Articulação Semiárido Brasileiro), através de parcerias e entidades, a partir dos anos 2000, deu inicio ao processo de implementações de tecnologias sociais, depois de uma serie de debates e discussões. Essa nova forma de ver o semiárido brasileiro vem mudando a paisagem do sertão.
As tecnologias de convivência social da ASA, vem proporcionando as famílias do campo  uma melhor qualidade de vida. Além do P1MC (Programa Um Milhão de Cisternas) que matou a sede do povo com as cisternas de 16.000 mil litros. A ASA agora apresenta as tecnologias do P1+2 (Programa Uma Terra e Duas Águas). O programa P1+2 destina-se a produção de alimentos. Essa segunda água é de uso familiar, a água armazenada além de ser usada para cultivo de frutos e hortaliças, ela também pode ser potencializada para criação de animais, aves e pequenos animais.
Família de Seu Dinarth já plantando frutos e hortaliças na
Comunidade de Permissão em Janduís/RN
No Municipio de Janduís/RN, as cisternas calçadão e enxurrada vem trazendo mais alegria e esperanças para o homem e a mulher do campo. Os depoimentos de satisfação com a chegada da segunda água são muitos. Para os Agricultores e Agricultoras essas tecnologias sociais só vem ajudar cada vez mais na produção e na permanencia deles no campo.
Conviver com o semiárido é fácil e prazeroso, bastando para isso observar a natureza, respeitar suas potencialidades e peculiaridades. Democratizar a terra e água são tarefas imprescindiveis para isso. O P1+2 promove também a discussão sobre segurança alimentar e nutricional, gerenciamento de recursos hídricos, agroecologia, organização comunitária. Dentre muitos outros temas.
Para as famílias Janduienses contempladas com as tecnologias sociais da ASA, o P1+2 representa acima de tudo, esperança por dias melhores.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Seminário de Educação do Campo - Saberes da Terra

Martilene Duarte e Lázara Maia
O Campus João Câmara realizou entre os dias 24 e 25, o Seminário de Educação do Campo - Saberes da Terra. O evento contou a participação de todos os alunos do Curso de Especialização. O encontro foi realizado no Hotel Pirâmide em na Via Costeira de Natal e teve por objetivo principal a socialização dos trabalhos didáticos pedagógicos que vem sendo desenvolvidos por todos os alunos durante o curso.
 
Além da apresentação dos trabalhos, a programação do evento contemplou a conferência de abertura com o tema “Programa Saberes da Terra no Contexto da Política da Educação do Campo: Desafios e Perspectivas” proferida pelo Prof. Dr. Salomão Hage (UFPA), bem como a mesa redonda, que discutiu o tema “Formação Docente para as Escolas do Campo: Limites e Possibilidades” tendo a participação dos professores doutores, Márcio Adriano de Azevedo (IFRN), Irene Paiva (UFRN) e Simone Santos (UERN).
 
Participaram de Janduís, deste importante evento a Coordenadora do Programa Uma Terra e Duas Águas - P1+2 do Centro Padre Pedro Martilene Duarte e a Vereadora do PT Lázara Maia.
 
SOBRE A ESPECIALIZAÇÃO EM EDUCAÇÃO DO CAMPO - SABERES DA TERRA
 
O curso é executado através de um convênio firmado entre a SECADI/MEC e a Secretaria de Educação do Estado do RN. Objetiva, principalmente, qualificar os professores da rede estadual de ensino na metodologia da Educação do Campo/Saberes da Terra. Teve início em outubro de 2013 com término previsto para abril de 2015, contando com um público total de 360 alunos, os quais atuam como professores da rede pública estadual nas escolas rurais do Rio Grande do Norte. As aulas ocorrem simultaneamente em três pólos, os quais funcionam nas cidades de João Câmara, Caicó e Pau dos Ferros.
 

Vereadora Lázara Maia participando da mesa de discussões
 

III Encontro Nacional de Agroecologia



Comitiva do Rio Grande do Norte
O Centro Padre Pedro Neefs na pessoa de Joelma Menezes (Coordenadora Institucional) e a FETRAF na pessoa de Raimundo Canuto (Presidente do SINTRAF – Janduís), participaram do III Encontro Nacional de Agroecologia (III ENA) que aconteceu entre os dias 16 e 19 de maio de 2014 no campus da Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF), localizado na cidade de Juazeiro, Bahia. O Encontro reuniu aproximadamente 2.000 pessoas de todos os estados do Brasil e diretamente envolvidas na construção da agroecologia, sendo 70% agricultores familiares, camponeses, povos e comunidades tradicionais e pelo menos 50% mulheres.


O III ENA é promovido pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), uma rede nacional composta por organizações, redes regionais e movimentos sociais de abrangência nacional e regional. Ancorada no princípio da “unidade na diversidade”, a ANA tem como objetivo construir convergências políticas e uma expressão pública unitária em torno a um projeto de transformação do mundo rural brasileiro fundado na defesa da agricultura familiar camponesa e dos povos e comunidades tradicionais em suas múltiplas expressões e identidades.

O objetivo central do evento é aumentar a coesão política e a expressão pública do campo agroecológico brasileiro. Para tanto, está organizado para dar respostas à seguinte questão: “Por que interessa à sociedade apoiar a agroecologia?” Exemplos concretos previamente sistematizados por participantes do III ENA em suas regiões de origem forão a base para o debate em torno a essa questão.
Instalações Pedagógicas da Chapado do Apodi no III ENA


Joelma Menezes dentro das Instalações Pedagógicas da Chapada do Apodi no III ENA

Ato Político no III ENA sobre a ponte do Rio São Francisco





Joelma Menezes participando das discussões na Plenária Final do III ENA.


Gilberto Carvalho (Ministro-Chefe da Secretária Geral da República do Brasil), Camuru Paiva e Raimundo do Sindicato.